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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Chevrolet Cruze


O Brasil conhecerá em breve a nova aposta da GM para desafiar a hegemonia de Toyota Corolla e Honda Civic entre os sedãs médios. Para enfrentar a dupla japonesa, nada melhor que um produto gestado na Ásia. O nome da aposta? Chevrolet Cruze, projeto global desenvolvido na Coreia do Sul. Ele começa a ser produzido no Brasil nos próximos meses e chega às lojas entre agosto e setembro. Mas nós demos um pulo para conhecer melhor o sedã na Argentina, onde já é vendido como importado (vem da Coreia).

A missão do Cruze será ocupar o lugar do Vectra no portfólio da GM – embora esse talvez sobreviva em versão básica, voltada para o mercado de frotistas. Além de um projeto inteiramente novo em termos de plataforma e carroceria, o consumidor brasileiro será brindado com (enfim!) um moderno motor Ecotec 1.8 16V. Ninguém ficará com saudade do "cansado" 2.0 8V do Vectra, com seus 140 cv. A potência do novo motor é de 141 cv a 6.300 rpm, na versão a gasolina. Mas no Brasil ele será flex, o que deve elevar esse número para 148 cv com etanol.


O torque de 17,9 kgfm só atinge o pico a 3.800 rpm. Portanto, é difícil se empolgar com o desempenho logo de cara. Em baixas rotações, não espere grandes arrancadas ou a agilidade do antigo motor do Vectra, com torque superior e em rotação menor. Está tão comportado quanto os concorrentes japoneses. Mas também para o torque se espera uma evolução no Brasil, quando passar a queimar etanol. As grandes vantagens são o silêncio e o baixo nível de vibração. O câmbio manual de cinco velocidades da versão avaliada tem engates precisos e casa perfeitamente com o motor. Reduzir para ultrapassagens não é problema. A novidade é um moderno câmbio automático de seis marchas, disponível na Argentina e que deverá ser utilizado também no Cruze nacional.



A direção hidráulica tem respostas rápidas, com sensibilidade na medida certa para trocas de faixa em rodovias ou manobras em vagas apertadas. É guiando o Cruze que se tem a certeza de estar a bordo de um coreano: confortável e sóbrio, sem uma grande usina sob o capô e com bons requisitos de segurança. Traz freios ABS de série e até controle de tração na versão topo de linha. Olhando para ele, é ainda mais fácil notar o DNA oriental. A frente é intimidadora, sem perder um quê de Chevrolet, graças à grade com barra central típica da marca. Embora menor, ele lembra a atual geração do Honda Accord.

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